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Parnahyba

É doce - doce Parnahyba. De pele escura cruzando o mangue à encontrar com a maresia. Banha-se como Cleópatra no Nilo até o entardecer do dia. Como é bela; é bela Parnahyba. Brava Parnahyba! Poderosa guerreira. Lidera uma nação, um tribo inteira. Domina os elementos e dobra a natureza. Grita alto, Parnahyba é guerreira. Brilha a Lua. Parnahyba, a beleza tua brilha em meus olhos negros. Dança feliz e nua ao sabor do fogo. Oh Lua... Tua beleza desceu e tomou forma escura. É a força da carnaúba que resplandece em ti, são teus lagos em meio às dunas e teu doce de buriti. São os lopes, os correias, que não tenho por aqui. Oh Parnahyba, doce amada, és a mais bela que já vi. -LOPES, Carlos.

À beira do lago

Todo dia, havia nem o sol nascido, já me achava de pé em meio ao quarto ainda escuro da noite, iluminado somente por um feixe azul prateado da lua que entrava pela janela e parava na parede oposta. Os quadros com fotos antigas reluziam o brilho da lua formando um concerto particular de luzes. Caminhava lentamente pelo chão de madeira até a cozinha onde acendia o fogão à lenha para fazer o café; o cômodo se enchia de um laranja forte e quente que aquecia a água, fazendo borbulhar. O cheiro perfumado do café inundava meu nariz enquanto o bebia. O céu permanecia um manto negro repleto de minúsculas gotas brancas que brilhavam mais perto ou mais longe. Após o café, ia até a frente da casa; em uma longa caixa procurava uma vara de bambu com um fio e anzol na ponta. Pegava um balde branco, sujo do tempo, cheio de terra e minhocas, cruzava o portão de madeira e seguia pela rua de terra com um lampião em uma das mãos. Agora a lua já desaparecia e o céu era um contínuo azul escuro. Sob ...

Isabella

Isabella, garota mais boba, minha doce donzela. De longos cabelos, tão baixinha e magrela. De longe a vejo coração dispara. Você sorri e me dá uma piscadela. Se meu dia está muito pálido logo você me alegra. Se aceitar a este convite gostaria de levar-te a uma capela num lugar bem alto ou na beira da praia, mas a mais bela. Isso fica a seu critério, não vou influenciá-la. Mas se aceitar minha vida vai ficar tão colorida quanto tinta aquarela. -escrito em 2015, abril. LOPES, Carlos.